O DEUS CHIFRUDO DAS BRUXAS

 
Conhecido por muitos como o Mestre Chifrudo, o Deus das Bruxas é, por seu poder mágico, o nosso professor travesso, assim dito por constantemente nos colocar num caminho de desafios. Conforme o tempo passa, através das estações do Poder Mágico Natural, muitos são os nomes e faces que o poder divino do Deus das Bruxas pode assumir. Encontrar-se com ele é encontrar transformação em seu caminho…
Nos antigos tempos ele foi chamado de Dhul’Qarnayn, literalmente “aquele que porta dois chifres”, cujos ritos envolviam não só os chifres, mas mantos negros e palavras estranhas advindas dos espíritos. Os chifres, para povos antigos como os do Oriente Médio, representavam uma forma de antena capaz de captar as mensagens divinas e celestes, muitas vezes associada a Lua, como é o caso da vaca e do boi, dois animais associados a lua. Alias, a palavra divel, traduzido como ‘santo’, deu origem a palavra Devil (diabo em inglês). 

Outros podem dizer que ele foi Lúcifer, um apelido dado a diversos deuses e deusas mundo afora, inclusive para Cristo, durante as celebrações da Páscoa. O Portador da Luz é muitas vezes o arquétipo do Conhecimento e da Sabedoria, bem como da Iluminação, ele é associado ao Messias bem como ao líder dos anjos caídos, descrito por grupos gnósticos da época de Cristo como o primeiro salvador da humanidade: aquele que nos libertou do sono letárgico que o Éden causava. O povo Yezidi considera Melek Taus (que significa “rei” ou “anjo” e “taus” significa “pavão”) o anjo-deus regente de nossa dimensão física. O anjo pavão é a figura central, ele é o benevolente e criativo poder celeste que rege todas as coisas neste mundo. Ele é visto como arrependido depois da queda da graça de Deus, e suas lágrimas extinguiram o fogo do inferno, libertando a humanidade do sofrimento eterno. Entre os gregos ele foi Prometeu (literalmente ‘o previdente” aquele que vê antes…”), que se rebelou contra a ordem dos deuses e doou o fogo para a humanidade que vivia em eterno inverno, e com isso caiu da graça divina…
Continua…

Mme. Leonora