Emergência é em essência algo que está emergindo, subindo a superfície. A palavra emergência como sinônimo de necessidade é recente, tem cerca de 200 anos desde o registro mais antigo de seu uso. Seja qual for a sua necessidade nesse momento, esse trabalho vem lhe trazer uma ferramenta para balancear seu corpo, mente e espírito. 
Uma das maiores origens desse sofrimento é a confusão que fazemos entre necessidades não atendidas e desejos não realizados. Necessidades referem-se a aspectos básicos da condição humana, alimentar-se, vestir-se, ter um lugar para morar. Quando essas necessidades não são atendidas, o ser humano vive numa condição sub-humana e deve lutar, com todas as suas forças, para que essas necessidades sejam atendidas. 
Desejos são revelações de nossa vontade, não são necessidades. Assim, temos o desejo de um carro novo, de um computador melhor, de um celular que nos permita fotografar ou conectar-se às redes sociais. Temos também o desejo de sermos promovidos, de ter uma sala de trabalho maior, de viajar para o exterior ou para uma praia. Posso controlar ou mudar meus desejos. Posso preterir meus desejos, mas não posso adiar a minha fome, o meu frio, a minha doença.
Um feitiço de emergência trabalha três aspectos: cura, transformação e ação. Quando falamos de cura devemos ficar atento, a cura não é o mesmo que um milagre, a cura é um processo. Podemos aprender a nos curar quando paramos os diálogos negativos que temos sobre nós, sobre o mundo, sobre as outras pessoas. Quando abandonamos a voz negativa que nos faz perder tempo pensando em problemas passamos a focar em soluções. Como já diz o ditado: não se chora pelo leite derramado. Quando aceitamos que não podemos mudar o passado é que se abre a porta para focarmos no hoje, e aos poucos, esse processo leva a cura interior de problemas e situações que antes nem mesmo eram contemplados por nossa consciência.

Já no aspecto transformativo, falamos sobre as ações que podemos tomar para começar uma mudança ativa e duradoura. Um ritual cai bem aqui, porque todo ritual é um ato de transformação. Não basta, obviamente, somente um ritual. O ritual é uma fagulha, se não alimentarmos essa fagulha ela jamais pegará fogo o suficiente para nos dar o que buscamos. Desse modo, o aspecto ação fala sobre movimento, sobre mover-se em direção ao seu objetivo. Depois dos atos rituais, devemos realizar atos, mesmo que mínimos, que nos levem em direção ao nosso objetivo. De fato, gastamos menos energia mantendo algo em movimento do que começando sempre tudo de novo. Esse feitiço em suas mãos se trata somente do aspecto transformativo, cabendo a você realizar diariamente e constantemente as outras etapas a seu modo e tempo.