O Chamado do Destino de uma Curandeira

Há 19 anos atrás, eu tomei uma decisão depois de um chamado do destino. Primeiro, permita-me explicar, um chamado do destino é muito mais que um dom ou talento, pois o chamado pode vir quando não se tem ainda o dom ou talento, que só vem com a prática. Um chamado é quase um convite ingênuo e despretensioso que se mostra somente com o tempo como um chamado, ou então, pode vir como uma memória distância e nunca vivida, mas da qual sempre lembramos… seja como for que o chamado se dê, você só tem sempre a opção de escolher ou não, mas por ser algo enviado pelo destino, isso sempre voltará, seu interesse só crescerá e quando ver estará naquele caminho.

Meu chamado foi primeiro despretensioso, era somente um trabalho, mas hoje, me encontro imerso nos saberes do mundo espiritual e oculto. Há 8 anos, conheci a minha mentora num saber tão raro que poucos hoje podem entender. Eu recebi o chamado para me tornar um curandeiro. Eu já tinha o chamado da bruxaria, que me ajudou a balancear as coisas dentro de mim pois o caminho da bruxa é tanto para dentro quanto para fora, mas o chamado de curandeiro foi uma nova etapa do mesmo caminho.

Hoje eu entendo, essa mensagem não é uma simples coincidência, mas sim, um chamado para você também. Os guias escrevem as palavras e não eu… atenderá o chamado ou não? Por quantas encarnações mais teremos de lembrar que você também tem esse chamado?

Sob instrução do saber das mulheres e homens curadores, eu fui guiado a criar um grupo para tanto quem quer ser curado, quanto para quem quer curar as pessoas ao seu redor. Se você entende que esse blog NÃO É UMA COINCIDÊNCIA, peça para participar do grupo rápido, só 10 pessoas por vez são aceitas (ordem dos meus guias para manter o fluir da energia!).

Sua participação será totalmente gratuita e vamos contar com experts em intuição, dons psiquicos (vamos depertar nosso dom principal), cristais, magia e psicologia para expandir nossa consciência e nos ensinar como podemos nos tornar curandeiros da alma.

Estou dísponivel hoje o dia todo no Whatsapp (11) 968295912 caso queira saber mais antes de se juntar gratuitamente conosco.

Junte-se a nós: https://www.facebook.com/groups/378899313481725/

Amarrações na Bruxaria: em busca da origem

A figura da bruxa européia, que vai ao sabá e voa em vassouras, nos foi introduzida por Portugal como atesta o folclorista e historiador Luís Câmara Cascudo, começamos então por Portugal. A cultura de Portugal foi composta por diversas outras culturas anteriores, sendo as principais o catolicismo, o islamismo e as práticas fetichistas da África. Portugal era aberta ao mar, recebia diversos povos e possui-a uma religiosidade híbrida. Adicionando-se a predominância do caráter rural os portugueses eram muito mais afeitos ao misticismo e a religiosidade pagã do que ao catolicismo.

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O Grimório na Bruxaria

O Grimório é para toda bruxa um espelho de si mesma. O Grimório é basicamente seu diário mágico, mas em um nível mais profundo, ele é o mais poderoso instrumento de um Feiticeiro. Nele deve ser anotado sonhos, rituais, práticas e eventos da vida em geral do praticante. Alguns praticantes preferem manter um grimório só para conter os ritos e práticas, e outro somente para sonhos e a vida em geral (alguns fazem até um livro somente para eventos da vida em geral). No momento certo, seu grimório-diário lhe dará uma visão clara de sua evolução e progresso no caminho. Através do contato com espíritos e deuses do caminho, um bruxo pode canalizar um grimório sussurrado pelos guias do caminho e que muitas vezes vêm acompanhados de conjurações para que o conhecimento ali contido seja revelado ao praticante.

Conhecido desde tempos imemoriais, o grimório é derivado da palavra “gramática”. Toda gramática é em essência a descrição de um conjunto de símbolos e de como combiná-los para criar frases bem formadas. Um grimório é, apropriadamente, uma descrição de um conjunto de símbolos mágicos e de como combiná-los corretamente. Muitos livros podem ser chamados de grimórios, todos começaram como anotações de um processo para depois se tornarem célebres através das eras.

Um observador eficiente deve focar em anotar em um diário todos os aspectos do que acontece em sua jornada, do momento em que pisa na soleira da porta, domínio do desconhecido e de muitos deuses do limiar, até o momento do retorno para sua casa. Devemos anotar tudo quanto for possível. Como o tempo estava, como você se sentia ao sair de casa, encontros no caminho, animais que passaram por você, coisas curiosas que aconteceram, como você se sentia quando chegou ao local e como se sentia ao sair, coisas que chamaram sua atenção, oferendas que foram realizadas aos espíritos do local, sonhos que surgiram antes da visita ou depois, sonhos, e etc.

Não existe um modelo definitivo que possa usado em todas as ocasiões, de fato, existem modos diversos de se anotar seus sonhos, suas tiragens de cartas, seus rituais, seus feitiços, suas receitas secretas, mas qualquer que seja o modo que escolha, é importante que ao menos algumas informações sejam anotadas.

Data & Hora: importantes para mostrar ciclos que se repetem. Com tempo, poderá ver que existem situações que são ciclos e poderá abordá-los de formas diferentes.

Fase da Lua: essa informação será importante para que você perceba no futuro as relações entre as fases da lua e seu corpo físico e emocional.

Antes da Prática: é importante que você anote coisas como sensações, expectativas, situações que passou, emoções prévias e tudo mais que aconteceu depois de você acordar, até mesmo o que você comeu, uma vez que alimentos podem influenciar como nos sentimos. 

Durante a Prática: coloque aqui algumas linhas sobre seus sentimentos, emoções, visões, sensações, impressões e tudo o mais que acontecer durante sua prática, descrevendo cada passo ou mudança repentina que aconteceu.

Depois da Prática: escreva como se sentiu depois, que sensações você sente, quais pensamentos passam pela sua cabeça e tudo mais que seja necessário, pode ser que você queira também deixar algumas linhas extras em branco para preencher com coisas que possam lhe acontecer ao longo do dia.

Como vê tudo importa para o desenvolvimento da bruxa. Todos esses elementos serão úteis para seu caminhar mais a frente quando quiser determinar se progrediu em uma prática ou mesmo saber onde no processo mágico você errou de modo a encontrar e corrigir sua prática tornando ela cada vez mais afinada com seu propósito.

Julho na Bruxaria: A Lua do Renascimento

A Lua Cheia de Julho na Bruxaria é a lua do começo e do fim. Ela ilumina os céus nas horas mais escuras e nubladas, até que nossas luzes interiores crescem e refletem a luz dela. Neste período você será responsável por si mesma e pelos outros, mantendo acessa a chama que emana do coração. Essa Lua lhe chama para criar seu próprio remédio, ela convida você a se manter aquecido pelas boas memórias, pelo reconhecimento de si mesmo e de suas conquistas, enquanto se protege e aos outros da frieza da humanidade. No inverno, as doenças se tornam mais frequentes, então escute seu próprio corpo. Sua busca pode resultar em cura, mas a estrada é complicada e requer que você supere até os mais difíceis momentos para se manter acima do problema e no caminho da solução. 

A Lua Negra (3 dias antes da lua nova) nos dá força, cura, equilíbrio, agindo como um axis mundi para nos elevar e proteger.  Ela nos ajuda a sermos centrados em meio a escuridão e dá aos bravos de coração a visão do que há além. Torne seu lar um local de regeneração, proteção, e cura para todos os seus amigos, parentes e aqueles outros que ama. O fogo é a chave durante essa lunação. Deixe-se ser guiado pela Lua em seus sonhos e verá sua sombra ser iluminada pelas coroa de prata da Lua. Recorde-se que quando era pequeno e tinha medo do escuro e não tema mais, pois a coroa da Lua ilumina seu caminho, deixe a chama da Lua consumir a noite. 

NA MAGIA POPULAR: Festas Juninas

Nesta época, são acesas durante as noites frias de inverno as chamas dos festejos de São João, santo que dá nome também a poderosa Erva de São João, uma erva usada pelas bruxas por seus poderes psicotrópicos; conta-se ainda com os padroeiros dos novos amores e das velhas dores, Santo Antônio e São Pedro, sendo esse último uma importante figura na bruxaria, com suas chaves para o céu e para o inferno, similar ao Hermes dos gregos. Presente nestes festejos temos também a fogueira, cognata do simbolismo do coração.

NA MAGIA PAGÃ: Yule e os Deuses do Inverno

A noite mais longa do ano é celebrada durente o solsticio de inverno. A escuridão, por uma única noite, se alonga mais que o dia, no dia seguinte, a luz volta a se expandir e as noites voltam a durar menos. Nessa época celebramos duas figuras femininas: a Mãe, pois é quando a Deusa dá luz ao Deus, que crescerá durante o ano; e a Anciã, que é o próprio espírito do inverno. Celebramos a escuridão, mas também celebramos o nascimento do Sol em meio a escuridão.

ERVAS TRADICIONAIS:

Erva de São João: foi amplamente usada pelas pessoas no passado por ser considerada levemente antidepressiva; protege dos espíritos do inverno e é um poderoso cicatrizante.

Sabugueiro: amplamente usada contra a gripe, manter um galho consigo garante boa sorte e boa saúde.

Coentro: é ligado ao amor, sendo muito utilizado no passado para a criação de poções de amor e para acalmar pessoas tomadas pela raiva de um amor não correspondido.

HÉCATE: DEUSA DAS BRUXAS

Hécate, conhecida deusa das Bruxas e das Encruzilhadas, junto a Hermes, o mensageiro divino, compartilham o cargo de Psicopompo a Guia da Alma por entre os Mundos, segundo Shani Oates, do Clan of Tubal Cain, “Tanto Hécate quanto Hermes compartilham o papel de “Condutor de Almas” e “Protetor das Encruzilhadas”, assim como dos caminhos secretos dos planos mentais e físicos. Hermes frequentemente se posta de pé ao lado de Hectarea, uma forma tríplice de Hécate, completa com suas três cabeças e seis braços. Acredita-se que sejam amantes ou companheiros, e eles são curandeiros, protetores da energia lunar e arautos da morte. Fazendo a ponte entre os mundos, eles revelam o passado, presente e futuro simultaneamente, conferindo visões proféticas e comunicação ancestral.

RITUAL DE CURA:

Acenda um pequeno fogo, pode ser numa bacia, uma fogueira mesmo, uma lareira, o que melhor convir para seu momento agora. Pegue um punhado de coentro e coloque no fogo, declarando o seguinte: 

AGLAIA – TRIODITE – TÁLIA – TRIMORFO
AGLAIA – TRIODITE – MENE – SELENE

Vós que por entre as graças caminha 
e por entre as estrelas voa… 
Senhora das terríveis tochas negras 
e da luz verdadeira…

AGLAIA – TRIODITE – TÁLIA – TRIMORFO
AGLAIA – TRIODITE – MENE – SELENE

Vós que balança o cabelo
feito de cobras assombrosas…
Aquela que caminha
com os animais selvagens …

AGLAIA – TRIODITE – TÁLIA – TRIMORFO
AGLAIA – TRIODITE – MENE – SELENE

Portadora de lagartos
e serpentes venenosas em sua cintura…
Senhora de muitos nomes e formas…
Hekate, Senhora da Encruzilhada,

AGLAIA – TRIODITE – TÁLIA – TRIMORFO
AGLAIA – TRIODITE – MENE – SELENE

Atenda o chamado na noite escura,
Senhora das Tochas, Ouça meu apelo. 

Escreva em um papel branco tudo o que quer pedir. Quando terminar, queime o papel e jogue mais uma vez no fogo um punhado do coentro, agradecendo ao espirito do coentro, ao espíritos do fogo e a deusa anciã das bruxas.

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Bruxas no Brasil: Origens da Bruxaria no Brasil

Origens da Bruxaria no Brasil

A figura da bruxa européia, que vai ao sabá e voa em vassouras, nos foi introduzida por Portugal como atesta o folclorista e historiador Luís Câmara Cascudo, começamos então por Portugal. A cultura de Portugal foi composta por diversas outras culturas anteriores, sendo as principais o catolicismo, o islamismo e as práticas fetichistas da África. Portugal era aberta ao mar, recebia diversos povos e possui-a uma religiosidade híbrida. Adicionando-se a predominância do caráter rural os portugueses eram muito mais afeitos ao misticismo e a religiosidade pagã do que ao catolicismo.

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Óleos Mágicos: História, Usos e 12 Dicas para Aprender

Para muitas bruxas, o uso de ervas na magia são ferramentas obrigatórias. Esses preparados podem ser feitos em forma de poções, banhos de ervas, incensos e em óleos mágicos.

Os óleos mágicos são utilizados há muito na história por xamãs, padres, curandeiras, benzedeiras, entre outros. Com fragrâncias derivadas de muitos de tipos de plantas, flores, cascas, eram e ainda são largamente utilizados em incensos, unguentos, produtos de beleza, tinturas e outras criações.

oleos magicos

Bruxas, xamãs e curandeiros conhecem a inteligência, o amor e o poder encontrados nas ervas e árvores, e aprendem a fazer parceria com eles como totens e guias de espíritos. As bruxas chamam esses espíritos-guia de familiares, intermediários entre os mundos.

Lucy Navarro ~ Jardim de Lilith

Óleos essenciais são diferentes de óleos mágicos

Com o passar do tempo, a arte da perfumaria foi se aperfeiçoando, surgiram novas formas de destilar e extrair os óleos das plantas. Hoje podemos facilmente encontrar óleos essenciais em farmácias, lojas esotéricas, lojas de decoração e lojas de departamento, o que é ótimo, mas cada vez mais fica clara a distinção entre óleos mágicos e óleos essenciais.

Óleos mágicos são criados para propósitos específicos, agindo como suplementos mágicos para nossos feitiços e encantamentos. Podemos utilizar óleos para ungir nossas ferramentas, para atrair ou forçar pensamentos específicos, como amuletos/talismãs e para abrir pontos de poder em nosso corpo.

Enquanto óleos essenciais são extraídos para serem vendidos em grande quantidades, os óleos mágicos são únicos e possuem uma ligação espiritual que é para poucos. Óleos mágicos são feitos respeitando processos espirituais para que o “espírito da planta” fique vivo e ativo, portanto potentes em energia viva.

Óleos mágicos são feitos com força vital

oleos na magia

Plantas são consideradas há seculos as melhores amigas das bruxas. Compreendemos desde cedo que todos os seres verdes são seres vivos, com personalidades que atuam em perfeita harmonia com a natureza. O processo de plantar, colher e utilizar são todos com muitas etapas que garantem a amizade e respeito mutuo entre a bruxa e as plantas. Apesar das fragrâncias sintéticas serem ótimas e muito parecidas, elas não possuem força vital.

Por todos nós humanos sermos seres psíquicos, os óleos mágicos atuam de diferentes formas em nossas mentes. Certas fragrâncias podem causar alegria, euforia, outras podem causar tristeza e paralisia. Se você alguma vez pode sentir o perfume mágico do sândalo, mirra, cravo, canela, erva cidreira, a dama da noite, então você entende a imponência de um perfume e todas as lembranças que ele trás.

12 Dicas Essenciais Para Trabalhar com Plantas*

*Retirado do site O Jardim de Lilith, por Lucy Navarro.

1. Aprenda sobre plantas vendo-as com seus próprios olhos.
Visite jardins botânicos, viveiros, centros de jardinagem e parques observe bastante. O cérebro humano tem uma memória incrível para as plantas, e uma habilidade para poder identificá-las.

2. Comece o seu próprio jardim.
Existem livros ótimos por aí, mas registre suas próprias experiências / usos / conhecimento coletado com ervas é inestimável. Desenhe, pressione ou tire fotos das plantas que você coletou.

3. Cultive!
Seja tão ambicioso quanto seu espaço e dinheiro e tempo permitirem. Colete plantas que são difíceis de encontrar, observe aquelas que se adaptem ao seu clima. Vá além das ervas culinárias. Esteja ciente de onde você as planta em seu jardim, tanto direcionalmente quanto simbolicamente. As plantas que você cultiva estão constantemente precisando de sua atenção e energia, portanto,  estão mais propensas estarem dispostas a ajudá-lo.

4. Plantas morrerão.
Até mesmo o jardineiro mais experiente perderá plantas. Aceite isso. Não compre apenas algumas mudas e depois decida que não tem o polegar verde,só porque elas morreram. Algumas ervas são anuais, o que significa que elas vivem apenas por uma estação, outras plantas são decíduas ( Planta que perde as suas folhas em época de seca, em resposta fisiologica para minimizar a transpiração), algumas simplesmente não são adequadas para o seu clima ou área e não prosperam. Seja paciente e persistente e torne-se um estudante de jardinagem e herbologia.

5. Trabalhe em profundidade com uma determinada erva ou árvore para descobrir seus segredos.
Leia tudo o que puder sobre isso, pesquise folclore e correspondências planetárias, consuma-o crua (se for comestível), seca, como um chá ou tintura. Prepare uma essência espagírica dela. Queime isso como incenso. Faça infusão, óleo essencial. Cresça, fale, sonhe com isso. Veja como ela muda através das estações, colete suas sementes, cheire suas flores. Faça isso até que você saiba de dentro para fora e comece de novo com o outra espécie.

6. Substituir ervas é uma coisa complicada!
Não, você não pode substituir todas as flores com lavanda ou todas as ervas com alecrim.Além de absurdo é preguiçoso. Se esforce para conseguir as ervas que você precisa para um feitiço, e se você genuinamente não conseguir adquiri-las, encontre algo botanicamente relacionado, energeticamente similar ou pelo menos governado pelo mesmo planeta.

7. Trate ervas e árvores como espíritos, com respeito e humildade.
Converse, e pergunte sinta a resposta através de sua intuição antes de coleta-las, deixe ofertas, comunique-se, estabeleça laços com elas e você será recompensado com dons e sabedoria e ingredientes poderosos para seus feitiços.

8. Ervas venenosas e enteógenos fortes são para praticantes avançados.
Não comece a cultiva-las ou usá-las só porque quer impressionar. Algumas dessas plantas são trapaceiras, elas podem ser muito sedutoras. Eles são capazes de controlar você. Seja cauteloso.

9. Ao colher para uso mágico, pense não apenas no que é a planta, mas onde ela está crescendo.
Uma árvore em um campus universitário terá propriedades diferentes para o mesmo tipo encontrado em um cemitério. Uma erva que cresce na encruzilhada é diferente daquela encontrada em um riacho.

10. Expanda seu aprendizado e consciência além das árvores e ervas.
Aprenda a sabedoria de musgos, líquenes, fungos e algas. Plantas parasitas e carnívoras. Conheça as plantas que crescem localmente, mesmo que estejam muito longe daquelas encontradas em seus livros.

11. Verifique suas fontes quando fizer suas pesquisas.
Se um livro lhe disser que a lavanda é boa para feitiços de amor, questione-a. Tente descobrir de onde veio a informação, procure as ervas antigas, leia livros de folclore de plantas, investigue correspondências planetárias e elementais baseadas na natureza e nas virtudes da planta, e não apenas no que diz Cunningham .

12. Desenvolva relacionamentos não apenas com plantas individuais, mas com outras espécies em particular.
As plantas podem ser guias espirituais da mesma maneira que os animais podem. O carvalho por exemplo pode nos ensinar, orientar e proteger. Quando temos plantas que conhecemos intimamente podemos moldar nossas  ferramentas a partir de sua madeira, visitá-la na natureza fará com que nossa conexão com esses espíritos seja ainda mais forte.

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Magia, Bruxaria & Wicca: diferenciação e respeito

Magia, Bruxaria & Wicca: diferenciação e respeito.

O que é magia?

A magia é uma folha de papel branca limpa, pura, cheia de possibilidades. Enquanto vazia, ela possui todo potencial, para todas as coisas. Nesse sentido a magia não tem e não é religião, não é uma crença, ela simplesmente é uma fonte potencial.

O que é Bruxaria?

Agora imagine que começamos a escrever ou desenhar na folha branca. Uma vez que começamos a folha tem seu potencial limitado a técnica empregada. Se pinto de forma similar a um mangá, então me restrinjo-me a manter o mesmo estilo. A folha vai ganhando cada mais traços, delimitando o que ela é. Em comparação ao que acabei dizer, se a folha branca é a magia, a Bruxaria é uma técnica, um estilo de se pintar, e cada linha ou traço será um dogma de cada vertente da bruxaria. Esse também é o motivo da Bruxaria ser uma Arte e um ofício, não é uma religião, jamais poderia ser uma vez que não possuímos nenhum livro que seja como a Bíblia é para os cristãos. Bruxaria é metodologia, cada qual deve desenvolver suas técnicas e seguir seus estilos próprios. Desse modo existem bruxas de todos os tipos, bruxas inseridas em diferentes culturas, crenças, religiões e em diferentes camadas da sociedade ao longo da história humana.

O que é a Wicca?

A Wicca surgiu nos anos 60 através das percepções de Gerald Garner, por sua estrutura ela é considerada uma religião, uma vez que os adeptos fazem uso de elementos em comum dentro de suas diferentes tradições. Ao mesmo tempo que a Wicca é uma religião ela também é considerada um tipo de bruxaria, mas novamente, não é o único. Ela costuma ser uma porta de entrada comum para muitas pessoas que buscam caminhos alternativos a religião patriarcal. Seus praticantes tem preceitos e dogmas que são comuns entre si, como a Rede Wicca, a Lei Tripla, o uso das figuras de um Deus e uma Deusa e rituais iniciáticos.

Que tipos de bruxas existem?

Todos aqueles que são Wiccanos são considerados bruxas, mas nem toda bruxa é Wiccan. Como já mencionei, bruxas estão inseridas em diferentes contextos. Existem bruxas dentro de diferentes culturas (brasileiras, europeias, americanas, chinesas, africanas, espanholas, italianas, japonesas, etc.), mas também existem bruxas dentro dessas culturas (como no Brasil temos bruxas catimbozeiras, benzedeiras, curadoras, kimbandeiras, bruxas do candomblé, da umbanda, espíritas, etc.).

Diferente das religiões, a bruxaria não é engessada, não possui rituais que são comuns a todos os praticantes. Por sua natureza fluida ela sempre se adapta ao local, pessoas, culturas, ambientes.

Porque devemos respeitar a escolhas dos outros?

Por que não queremos repetir o erro da Inquisição. Hoje em dia as pessoas que se dizem bruxas vivem policiando tudo o que as pessoas fazem, agindo de forma até pior do que os inquisidores. Se você acha que sua crença é perfeita, ótimo, mas está errado, você provavelmente veio de uma família cristã, pois esse tipo de pensamento restritivo é cristão. Bruxas não se ofendem por bobagem. Bruxas não se ofendem com o pensamento alheio, ao contrário, elas aprendem a absorver as diferentes formas de se enxergar a realidade, elas comungam com diferentes crenças para evoluírem. Qualquer coisa diferente disso só revela que você tem uma crença engessada que não permite que você evolua.

Fadas, Feitiçaria e Feitiços de Cura: como a medicina popular e o sobrenatural se entrelaçaram

O estudo da medicina popular tem uma longa história que reflete sobre o desenvolvimento mais amplo da saúde na sociedade europeia. Nos últimos 500 anos e mais, a medicina foi definida em grande parte por quem a praticou, e não por sua base ou eficácia teórica. Pode-se argumentar que muito do que se sabe sobre a história da medicina “não oficial” deriva de processos sob leis destinadas a restringir o fornecimento e de tentativas do estabelecimento médico europeu de afirmar o monopólio da saúde.

Lembre-se de que sabemos retrospectivamente que os tratamentos fornecidos pela medicina profissional eram, até o século passado, muitas vezes pouco melhores do que os oferecidos por muitos curandeiros não licenciados. No século XIX, a ascensão do movimento folclórico temperou a condenação educada com uma curiosidade mais destacada nas “relíquias” percebidas da “ignorância” médica do passado.

Até a década de 1980, os historiadores estavam preocupados em traçar o “progresso” da biomedicina e da saúde institucional, e raramente pensavam muito na natureza e na continuidade de outras tradições de cura.

Mas agora, assim que alguns dos últimos vínculos com essa história alternativa da experiência médica estão desaparecendo, várias disciplinas relativamente novas, como antropologia médica, etnobotânica, fitoterapia e etnofarmacologia, deram um ímpeto para examinar novamente a natureza e o valor da Antigas tradições médicas da Europa.

Forças sobrenaturais

Durante grande parte da história registrada, a medicina popular compartilhou teorias e práticas com a medicina “oficial” do clero medieval e médicos licenciados.
Em termos das etiologias da doença popular, no entanto, talvez houvesse uma maior ênfase na influência de forças sobrenaturais. Isso certamente se tornou uma das diferenças mais claras entre as duas tradições no século XVIII, quando em grande parte da Europa a lógica intelectual para a existência de bruxaria foi minada.

Como é evidente em registros de julgamentos do final do século XV a meados do século XVIII, e de fontes folclóricas e casos judiciais na era moderna, o diagnóstico e a cura da bruxaria eram um elemento importante do entendimento e da experiência popular da medicina.

As bruxas foram responsabilizadas por uma grande variedade de doenças e acidentes, desde levar as pessoas a quebrar as pernas até infestá-las com pulgas. Condições como câncer, tuberculose, malária e epilepsia, que se desenvolviam lentamente ou eram recorrentes e não apresentavam sintomas externos óbvios, eram particularmente suscetíveis de atrair suspeitas de bruxaria.

Em toda a Europa, doenças e incapacidades também foram atribuídas a vários tipos de seres sobrenaturais. Na Irlanda, por exemplo, as fadas continuaram sendo um elemento significativo da etiologia popular até o século XIX.

Aqui, assim como na Escócia, no País de Gales e em outros lugares, bebês com doenças doentias exibindo características como pele enrugada, crescimento atrofiado e cabeças grandes, que podem ser identificadas com vários distúrbios congênitos, foram considerados por algumas crianças fadas – substitutos para bebês humanos sequestrado pelas fadas. Crenças semelhantes foram realizadas na Noruega, onde as deformidades causadas pelo raquitismo infantil eram comumente atribuídas aos huldrefolk (pessoas ocultas).

Numerosas outras etiologias populares foram baseadas em observações e deduções incorretas, mas ainda assim razoáveis, sobre associações naturais. Isso geralmente ainda requer um remédio mágico. Por exemplo, na Sicília na década de 1980, ainda existia uma tradição de cura baseada na noção de que um susto ou choque poderia agitar os vermes intestinais fora de sua posição “normal” habitual no intestino das crianças, levando à sua propagação e consequente doença. Os curandeiros de ervas ou ciarmavermi trataram a condição usando uma mistura de remédios e feitiços naturais.

Em Lucania, no sul da Itália, ainda é acreditado por alguns que a mastite pode ser causada por um bebê chupando um cabelo da cabeça da mãe e empurrando-o acidentalmente para o seio através do mamilo. Uma razão para a continuação da crença é que a medicina popular não apenas fornece o que parece uma explicação causal clara para a doença, mas também um remédio dedicado, que envolve colocar uma escova de cabelo no sutiã da mulher enquanto um curandeiro recita o seguinte encanto:

“Bom dia [ou boa noite], Saint Miserano.”
Havia uma mulher que se lavou.
“O que você tem, minha mãe, que você está sempre chorando?”
“Os cabelos acima dos meus seios.”
Se você não diz San Sini ‘San Sena
Três da boca e três do nariz.

Doutrina de assinaturas

Floresta

Para as pessoas que tinham pouca ou nenhuma consciência das estruturas químicas das plantas e de seus compostos, a chave para curar doenças de inspiração natural e sobrenatural estava em várias regras que ajudavam a entender as propriedades ocultas ou ocultas das plantas e animais ao seu redor.

A doutrina das assinaturas – a noção de que a aparência física de uma planta é indicativa de suas propriedades curativas – foi um dos legados duradouros da medicina grega antiga.

Através dos escritos dos médicos romanos Dioscorides (c.40 – c.90) e Galen (c.129 – c.216), tornou-se parte integrante da medicina “oficial” no oeste medieval, sendo amplamente respeitada no início do período moderno, apesar das crescentes críticas, e continua hoje em algumas tradições médicas alternativas e populares.

A doutrina das assinaturas é um aspecto de uma noção antiga mais geral sobre as leis da simpatia no mundo natural e entre os reinos natural e sobrenatural. Existem associações simbólicas e físicas ocultas entre pessoas e outros seres vivos, espíritos e substâncias inanimadas, e isso significa que as ações que afetam uma também influenciam a outra. O exemplo clássico é o cabelo do cão, pelo qual se pensava que a raiva era curada colocando o cabelo do cão agressor na ferida da mordida.

Existem muitos outros exemplos na medicina folclórica européia, como a cura da hérnia congênita dividindo o tronco de uma árvore, geralmente carvalho ou freixo, passando o bebê afetado por ele e prendendo a árvore novamente. À medida que a árvore curava, o músculo rompia na virilha da criança.

Embora o processo tenha sido praticamente o mesmo em toda a Europa, os folcloristas dos séculos XIX e XX registraram uma gama diversificada de rituais associados. Em Portugal, o rito teve que ser realizado à meia-noite na véspera de São João por três homens chamados João, enquanto três mulheres chamadas Maria giraram o fio e recitaram um feitiço. Em Somerset, Inglaterra, uma virgem teve que passar a criança pela árvore.

A magia simpática era comumente empregada para curar a bruxaria – então, pegar o coração de uma vaca morta enfeitiçada, colá-la com alfinetes e espinhos e depois assá-la, faria com que a bruxa responsável tivesse dores cardíacas excruciantes e obrigasse-a a desistir de mais atos maliciosos. Tomar a urina de um paciente enfeitiçado, colocá-lo em um vaso junto com alguns objetos afiados e ferver, afetaria da mesma forma a bruxa.

Até o desenvolvimento e a aceitação da teoria sobre os germes no século XIX, a medicina folclórica e a medicina ortodoxa novamente compartilhavam concepções semelhantes ou as mesmas de contágio e como lidar com isso. Uma diferença significativa entre os dois, no entanto, dizia respeito à noção médica popular de que algumas doenças não podiam ser destruídas e, portanto, as curas só podiam ser alcançadas através da transferência ritual da doença para outra pessoa ou outra coisa. Vários exemplos podem ser encontrados nos arquivos sobre curandeiros processados ​​sob a lei escocesa contra bruxaria.

Em termos históricos, certos conceitos médicos, como a doutrina das assinaturas, tornaram-se definíveis como “folclóricos” ou “populares”, uma vez descartados pela medicina ortodoxa. O exemplo mais óbvio disso diz respeito à teoria humoral. Os médicos gregos antigos acreditavam que a saúde era governada pelo equilíbrio de quatro substâncias – ou humores – a saber, bile amarela, bile negra, sangue e fleuma. As doenças foram causadas pelo desequilíbrio, o que levou ao excesso de calor / frio, umidade / secura no corpo.

As curas exigiam a ingestão de alimentos, líquidos ou ervas com propriedades quentes / frias, úmidas / secas, que neutralizavam o desequilíbrio identificado, ou métodos como sangramento, que reduziam excessos humorais. Na cultura popular européia, as pessoas não conceituavam necessariamente a saúde em termos humorais, mas suas práticas e etiologias eram baseadas tanto na teoria quanto na medicina legitimada. No entanto, uma vez que a comunidade médica européia a rejeitou no final do século XVIII, sua influência contínua tornou-se um marcador de atraso científico.

No entanto, não devemos rotular a medicina popular como meramente a garupa de idéias médicas ultrapassadas. Em suas inúmeras manifestações, possuía uma identidade própria e distinta nos contextos local, regional e nacional.

Citação: Clinical Pharmacist , vol. 2, p. URI: 11010086

Deixe a porta aberta…

“Deixe a porta aberta para o desconhecido, a porta para o escuro. É daí que vêm as coisas mais importantes, de onde você veio e para onde irá.”

Rebeca Solnit

Imagem: Olga Baumert

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